Memórias de um objeto


Eu era aquele abajur no quarto

De luz fraca

Num esforço de diminuir a escuridão.

Eu era aquele criado-mudo

Que ouvia confissões.

Eu era aquele toucador antigo

Que servia de apoio,

Que guardava intimidades…

Que revelava suas qualidades e alguma imperfeição.

Eu era mais um objeto

Naquele dormitório.

Ao seu dispor para os momentos de solidão.

Tendo por testemunha quatro cantos, o teto e o chão.

∞ ∞ ∞

“Eu estava aqui o tempo todo, só você não viu….” (Na sua estante, Pitty)

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